quinta-feira, 9 de setembro de 2010

*Quando a iluminação chega :)!


Entrou na vida da Teresa para a fazer sorrir, numa altura em que ela só conseguia fazer o contrário. Nenhum deles sonhava com a existência do outro e a Teresa não achava possivel a sorte bater-lhe à porta duas vezes. Conheceram-se, numa noite de calor, na segunda casa da Teresa. E ela nessa noite estava feliz, não sabia porquê, já que o coração lhe doía tanto e os olhos pareciam não se cansar de chorar. 

Quando ele chegou já a Teresa lá estava, de copo na mão, bem servido, de um mojito forte, mas saboroso. Apresentações feitas, dois beijinhos e a Teresa gostou logo da pele morena dele e dos seus dentes alvos e perfeitos. Sorriso fácil, boa conversa, cigarro na mão. 

A Teresa deu por si a rir às gargalhadas com ele, sentia que já o conhecia há anos e portanto as coisas fluiam como se não existissem barreiras, como se o constragimento que normalmente se sente nas primeiras horas em que se está com uma pessoa com ele não fizesse qualquer sentido.

E assim, com uma facilidade extrema ele entrou na vida da Teresa. Estiveram juntos todos os dias depois da noite em que se conheceram e ela sente que encaixam, como só uma vez na vida ela encaixou com alguém. Riem os dois, conversam, ela gosta de saber coisas sobre ele, gosta de como ele olha para ela e como a desafia, como lhe transmite adrenalina. 

Agora a Teresa não está com ele, e vê-se perdida de saudades. Dos risos, da parvoice que os caracteriza, da parte fisica, da voz dele. De estar, com ele e para ele. De estar, ele com a Teresa e para a Teresa

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