quinta-feira, 16 de setembro de 2010

*Imensidão de Azul.







Gabriela gosta do Mar. 

Nunca se tinha apercebido disso até ele entrar na sua vida quase que de rompante. Aquela imensidão de azul passou a fasciná-la. E logo ela que nunca tinha prestado atenção ao Mar. 

O horizonte, o futuro, a imensidão, o barulho das ondas, tudo isso outrora assustava Gabriela, agora não, era diferente. Fala-se no Mar e Gabriela sente um enorme carinho, como se ele de alguma maneira lhe pertencesse, mas ao mesmo tempo fosse totalmente livre para partir e procurar outros mares, outras terras. Ela gosta dessa independência que o Mar tem, gosta de sentir que tem que lutar por ele, todos os dias, que nunca o vai ter totalmente para si, porque ele sabe o que quer e isso é o que mais importa. 

Gabriela gosta do seu cheiro, da sua cor, das sensações que lhe provoca, dos arrepios na pele que lhe dá.

Porque agora Gabriela tem um bocadinho do Mar o dentro de si,do seu coração. Mar esse contra o qual ela nunca poderá lutar, que irá sempre ganhar, que virá sempre primeiro que ela. E ela percebeu isso, que ao pé do Mar ela será sempre mais fraca, por isso mesmo tomou uma decisão, abraçou o Mar como se também fosse seu, deixou-se levar pelas ondas, deixou-se encantar pelas histórias que ele lhe traz. porque já que não o pode vencer, Gabriela decidiu aceitá-lo. E hoje, Gabriela gosta do Mar.

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