quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

*Ode


Ode àquilo que de mais importante existe para fazer sentir o verdadeiro tempo.

Não te dão a devida importância,
Para eles estás lá, mas não tens valor.
És tratado com tal arrogância,
Que quase sempre te chamam tambor.

Mas sabes ser mais e fazes-te sentir
No ritmo alucinado de uma canção,
Sabes qual é o teu caminho
Basta seguires o bater do coração.

Quase sempre estás sozinho,
Mas isso não te incomoda
Para quê ter um vizinho
Se o importante não é seguir a moda?

Tens orgulho no que fazes.
Com as baquetas talvez te cases,
São elas as tuas companheiras,
Quer nas canções boas ou nas corriqueiras.

Por vezes és o primeiro
A tocar para o mundo inteiro,
Tens sempre medo de falhar
Pois sabes que todos vão notar.

És o que de mais importante existe.
Por vezes deixas-te guiar ao sabor do vento,
Quer na música alegre ou triste,
Tu fazes sentir o verdadeiro tempo.

Muitos pensam que só serves para encher,
Chegam até a pensar que não fazes falta,
Mas sentem-se perdidos se não ouvem o teu bater,
Porque no fundo sabem que serves para “animar a malta”.

E se não gosto de te tocar,
É porque sei que não estou a altura.
Tenho medo de nunca te conquistar,
O que me faz sentir insegura.

Mas eu estou aqui para te tentar conhecer,
Só ainda não descobri como o fazer.
Quero que faças parte do que sou
Tentar ser das melhores garanto-te que vou.

Já fazes parte da minha vida,
Que é agitada e confusa.
Sinto-me cada vez mais perdida
Quando de ti tenho uma recusa.

Mas vou tentar não desanimar
E tornar-te um pedaço de mim.
Sei que um dia em palco te vou amar
Um amor que começa para não ter fim.

Tens um som tão potente, tão forte.
Ecoas na alma e no assim mesmo é que é.
Calhou-me a mim, agora a tua sorte,
Instrumento mais nobre…Um humilde bombo da TAISCTE.




É nestas alturas que a praxe sabe mesmo bem :)!

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